Alguns anos atrás, várias igrejas norueguesas antigas de grande importância cultural foram incendiadas. O homem finalmente levado a julgamento por incêndio premeditado era Varg Vikernes (1973-), freqüentemente mencionado como um satanista, mas descrito mais exatamente como um músico de black metal profundamente anti-semita e anti-cristão que afirma acreditar nos antigos deuses nórdicos como Odin e Thor.
O que é interessante para nós é que ele se apresentou como Conde Grishnáckh (sic) no tribunal, razão pela qual ele geralmente é conhecido como Greven (O Conde) na Noruega. Sua banda de black metal de um homem só era chamada Burzum, esta sendo a palavra na Língua Negra para "escuridão", tirada da inscrição do Anel: …agh burzum-ishi krimpatul, "e na escuridão aprisioná-los".
O tratado completo da filosofia do próprio Conde, Vargsmål, foi publicado na net (encontrado aqui, se você lê em norueguês – mas algumas pessoas querem esta explosão fascista removida da net [adicionado: e agora parece que eles finalmente conseguiram!]). Seu livro mostra que, embora ele seja um fanático pelos padrões normais, ele não é estúpido. Como Mein Kampf, Vargsmål é infelizmente bem escrito. A filosofia do Conde é extrema, baseada em ideais muito distantes daqueles que são atualmente endossados em nossa sociedade, mas seus pensamentos formam um todo coerente. Basicamente, ele é um neo-nazista relembrando uma "época de ouro" na Era Viking, esperando restaurá-la no futuro. Vikernes ama todas as coisas "nórdicas" e se orgulha de chamar a si mesmo de racista. Os arianos são a única raça capaz de organizar culturas superiores, ele afirma. Vikernes conhece um pouco de norueguês antigo e quer restabelecer as runas como o alfabeto escandinavo (se os russos e os árabes possuem suas próprias escritas, ele argumenta, por que não podemos ter a nossa?) A respeito dos nomes Grishnákh e Burzum, ele escreve (minha tradução): "Grishnáckh é um nome tirado de um livro, O Senhor dos Anéis… Grish- nákh (meu nome possui um C adicionado para deixá-lo um pouco diferente do nome original) era um dos guerreiros de Sau- ron. Sauron pode ser interpretado como Odin, o Um Anel como Draupne (o anel de Odin), trolls como berserks, orcs/ uruk- hai como Einherjers, wargs como Ulfhednes, Barad-Dur ('a torre negra', a torre e trono de Sauron) como Hlidskjolf…'a Torre-Portão', o trono de Odin… e muito mais." Fico pensando se Vikernes ficou terrivelmente desapontado quando Sauron foi realmente derrotado? Ou talvez ele tenha pulado os capítulos finais?
Ele continua: "O nome Burzum, que eu uso como o nome da música que publiquei… é o plural de Burz, significando noite ou escuridão. Aqui no sentido de 'escuridão e noite para os judaico-cristãos, e luz e dia para os verdadeiros germânicos!' No idioma norueguês, a desinência -um é uma desinência que identifica plurais indefinidos em todos os gêneros. Por esta simples razão usei nomes deste livro. Este foi um modo de 'camuflar' o paganismo, ao usar nomes que tinha de ser interpretados antes que sua ligação com o paganismo fosse revelada. Isto foi feito para deixar tudo o mais oculto e esotérico quanto possível. Apenas os mais instruídos compreenderiam sobre o que isto tratava".
Realmente não consigo ver o que o norueguês antigo tem a ver com isto, pois burzum é 100 % Língua Negra, significando "Escuridão". Talvez eu não esteja entre "os mais instruídos". Vikernes evidentemente enxerga Burzum como um tipo de trocadilho bilíngüe, algo como uma palavra próprio de Tolkien, Orthanc = tanto "Monte Presa" em sindarin como "Mente Astuta" em inglês antigo.
As composições de Vikernes às vezes possuem títulos como Um Anel para Governar e O Orc Gritante. Uma resenha dos frutos do "Projeto Burzum" (como ele o chamou) pode ser encontrada aqui. Mas Tolkien reviu e descreveu toda a "poesia" do black metal antes que se ouvisse falar dele: "Em geral, pode-se ainda ouvir o mesmo tipo de fala [como a dos orcs] entre os que têm mentes de orcs; enfadonha e repetitiva, cheia de ódio e desprezo, há demasiado tempo afastada do bem para manter até mesmo o vigor verbal, exceto aos ouvidos daqueles para quem somente o sórdido soa vigoroso". (SdA, Apêndice F)
Gostaria de saber mais sobre esta lingua satánica e sobre ritos, se houver disnponivel. Agradeço,
Yranildo
Cala a boca cara